Os 10 Melhores Escritores de Literatura Brasileira

Quando falamos de grandes nomes da literatura, muitas vezes nos vem à cabeça nomes internacionais como Oscar Wilde, Tolstói, Jane Austen, Dostoiévski etc. Dificilmente voltamos nossa mente para a literatura brasileira, principalmente porque muitos de nós somos forçados a ler esses autores na escola, o que faz com que a maioria das pessoas achem a literatura brasileira chata e  irrelevante. Eu mesma pensei assim por muito tempo, mas graças à internet e à facilidade de conseguir esse livros online, tive a oportunidade de não apenas ler as obras brasileiras, como também conhecer as histórias de cada um desses autores e a realidade que os cervavam.

Na lista constam poetas, cronistas, contistas, romancistas e mais, todos com obras que possuem uma sensibilidade e beleza que, apesar de distintas umas das outras, influenciaram o estudo da literatura e sua formação como é hoje.

 

1 – Machado de Assis

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Um dos meus escritores favoritos, Machado escreveu romances, contos. poesias, peças de teatro, críticas e crônicas. Fez parte do movimento Realista e era dono de um talento que fez com que a maioria de suas obras se tornassem grandes clássicos da literatura brasileira. Carioca, nasceu em 21 de junho de 1839 no Morro do Livramento. Teve uma infância humilde, chegando a vender doces para ajudar a família.

Suas obras de maior destaque são: Dom Casmurro, Memórias Póstumas de Brás Cubas, Ressureição, Helena, O Alienista, entre outros.

 

2 – Carlos Drummond de Andrade 

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O autor mineiro é considerado o mais influente poeta brasileiro do século XX. Nasceu em 31 de outubro de 1902 e pertenceu à segunda geração do Modernismo brasileiro. Concluiu o curso de Farmácia pela Escola de Odontologia e Farmácia de Belo Horizontw em 1925. Ganhou em 1946 um prêmio da Sociedade Felipe de Oliveira, pelo conjunto de sua obra. Um de seus poemas mais famosos é “No Meio do Caminho”, de 1928, porém suas obras também incluem Sentimento do Mundo e A Rosa do Povo. Além de poeta, escreveu contos e crônicas.

 

3 – Ariano Suassuna

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Nasceu em João Pessoa – Paraíba, em 16 de junho de 1927. Seu pai, ex-governador da Paraíba, foi assassinado por motivos políticos em 1930, quando Getúlio Vargas assumiu o poder. Escreveu sua peça mais famosa em 1955, O Auto da Compadecida, que conta as aventuras de João Grilo e Chicó. Ocupou a cadeira nº 32 na Academia Brasileira de Letras até sua morte em 2014.

 

4 – Érico Veríssimo

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Assim como Carlos Drummond, Veríssimo fez parte da segunda fase do Modernismo. Nasceu no Rio Grande do Sul, em 17 de dezembro de 1905. Uma de suas obras mais importantes, O Tempo e o Vento, conta a história do Brasil do ponto de vista sulista, através das famílias Terra e Cambará. Faleceu em 1975, devido à um infarto. Seu filho Luís Fernando Veríssimo também é um grande escritor brasileiro.

 

5 – Lima Barreto

Lima Barreto asas

 

Nasceu no Rio de Janeiro, em 13 de maio de 1881. Sua infância foi conturbada, pois sua mãe morreu quando ele ainda era pequeno e seu pai sofria de problemas psiquiátricos. Além de passar por dificuldades financeiras, teve que aprender a cuidar de seus irmãos. Em 1914, o autor sofria de depressão e alcoolismo, sendo internado em um hospício para tratamento. Consegue se recuperar, mas não por muito tempo. Falece em 1922 por um problema cardíaco. Suas obras mais conhecidas são Triste Fim de Policarpo Quaresma e Clara dos Anjos.

 

6 – Graciliano Ramos

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Nasceu em 27 de outubro de 1892, no Alagoas. Suas obras abordam os problemas sociais que o Nordeste enfrentava (e enfrenta ainda nos dias de hoje). Em 1936 o autor foi preso pela acusação de participação no movimento da esquerda. Uma de suas grandes obras literárias, Memórias do Cárcere, foi escrita a partir de suas experiências dolorosas na prisão. Em 1945 ingressa no Partido Comunista Brasileiro. Morreu no Rio de Janeiro em 20 de março de 1953. Suas principais obras são São Bernardo e Vidas Secas.


7 – Guimarães Rosa

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Nasceu em 27 de junho de 1908, em Minas Gerais e fez parte da terceira fase do Modernismo. Formou-se médico em 1930 e serviu como médico voluntário da Força Pública na Revolução Constitucionalista de 1932.Além de médico e escritor, Guimarães Rosa também foi diplomata, chegando a ser preso quando o Brasil rompeu a aliança com a Alemanha durante a Segunda Guerra Mundial. Faleceu em 19 de novembro de 1967, três dias depois de assumir a posse da cadeira nº 2 da Academia Brasileira de Letras. Suas principais obras são Sagarana e Grande Sertão: Veredas.


8 – Jorge Amado

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Também da segunda fase do Modernismo, Jorge nasceu em 10 de agosto de 1921, na Bahia. Por sua posição socialista, foi preso em 1936 e 1937, além de ter sido exilado, buscando residência na  Argentina, França, República Checa e em outros países com democracias populares. Só voltou ao Brasil em 1952. A autor ocupou a cadeira nº 23 da Academia Brasileira de Letras e faleceu no dia 6 de agosto de 2001. Escreveu importantes obras da literatura brasileira como Gabriela, Cravo e Canela, Dona FLor e Seus Dois Maridos, Capitães da Areia e Tieta do Agreste. Foi casado com Zélia Gattai, uma das melhores escritoras brasileiras de todos os tempos.

 

9 – José de Alencar

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O autor cearense nasceu em 1 de maio de 1829, filho – ilegítimo – do senador do império José Martiniano Pereira de Alencar. Cursou direito, mas pouco exerceu a profissão. No ano de 1858 foi nomeado Chefe da Secretaria do Ministério da Justiça e em 1860, quando foi eleito deputado no Ceará pelo partido Conservador. Seus romances envolvem índios, mitos, lendas, tradições e festas religiosas regionais. Alencar foi escolhido por Machado de Assis para ocupar a cadeira nº 23 da Academia Brasileira de Letras. Faleceu em 12 de dezembro de 1877 devido à tuberculose. Escreveu O Guarani, Iracema, Senhora e Cinco Minutos, entre outros grandes clássicos.

 

10 – Castro Alves

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Nasceu em 14 de março de 1847, na Bahia. Além de escritor, era defensor da causa abolicionista. Fez parte da terceira geração do Romantismo e suas obras relatavam os problemas sociais da época. Em 1868 sofreu um grave ferimento em seu pé durante uma caçada, que precisou ser amputado. O autor faleceu de tuberculose em 6 de junho de 1871 e é o Patrono da cadeira número 7 da Academia Brasileira de Letras. Suas obras de mais destaque são  O Navio Negreiro, Espumas Flutuantes e Os Escravos.

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