Por que ler? – O Fantasma de Canterville (Oscar Wilde, 1887 – Literatura Infantil)

“Quando Mr. Hiram B. Otis, embaixador americano, adquiriu o Parque Canterville, não faltou quem o advertisse de que cometia uma loucura, porque na habitação apareciam, indubitavelmente, almas do outro mundo.” Assim começa o conto gótico com pitadas de humor e ironia de Oscar Wilde, um dos escritores e poetas mais famosos do Reino Unido.

A primeira vez que li esse livro, aos 15 anos, foi uma versão bem zuadinha comprada em um sebo virtual, que está nesse momento guardada com muito amor na minha estante. Agora, longe de casa e da estante, aproveitei a facilidade que a internet oferece e li o livro online.

O conto retrata a mudança de Sr. Ottis dos Estados Unidos para a Mansão Canterville, na Inglaterra. Entretanto, a mansão vem com um inquilino um tanto curioso: um fantasma de 300 anos chamado Simon.

Nesse conto vitoriano de 1887, Oscar Wilde retrata na figura de Simon a paixão da cultura inglesa pelo passado, paixão essa que os deixa presos aos costumes antigos e aos “bons tempos”, e o desdém dos americanos pelos hábitos e cultura da aristocracia inglesa.

A obra já teve diversas adaptações para o cinema e a TV, incluindo:

– Um filme para Hollywood de 1944;

– Uma série da BBC de 1962;

– Um filme de 1996 com Patrick Stewart (sim, o Professor Xavier).

A influência da obra se estende também para a música. A banda Edenbrige, por exemplo, tem uma música ótima sobre o conto, chamada (Advinhem???) The Canterville Ghost.

Esse te julgando é Oscar Wilde

Esse te julgando é Wilde. Nasceu em Dublin, na Irlanda em 16 de outubro de 1854 e faleceu de meningite em Paris, França, em 30 de novembro de 1900. Sua vida foi cheia de polêmicas, entre elas sua acusação e prisão em 1895 por homossexualidade. Sim, ser homossexual era um crime no Reino Unido e essa lei foi banida primeiro na Inglaterra, em 1967, depois na Escócia, em 1980 e na Irlanda em 1982. O autor está enterrado no cemitério das pessoas mais fantásticas que já existiram, o Père Lachaise. Sua obra literária mais conhecida é o romance “O Retrato de Dorian Gray”, porém também escreveu outros contos, poemas e peças igualmente famosos e importantes para a literatura inglesa.

Me contem comentários se vocês já leram (ou não) o conto e o que acharam. Também deixem sugestões de livros que vocês gostariam de ver resenhados 🙂

Beijos e até o próximo post.

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